Pelo segundo mês consecutivo, empregos formais no RS apresentam dado positivo

Comparação feita com mesmo período do ano passado mostra que há indícios de reação da economia, segundo análise da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS


Geral - 23/03/2017
Segundo mês de 2017 teve indicador negativo nos índices de emprego do varejo
Segundo mês de 2017 teve indicador negativo nos índices de emprego do varejo - Créditos: Marcelo Matusiak
    A alta foi de 10.602 postos, uma elevação de 74,7% diante do mesmo período de 2016 e de 229% frente a fevereiro de 2015. É um indicador que demonstra a recuperação da atividade econômica do estado e que, certamente, vai se refletir na retomada da empregabilidade no comércio.
    - Com a população tendo mais dinheiro nas mãos e maior possibilidade de comprar bens de consumo, é certo que o varejo vai crescer e ter que contratar mais trabalhadores - afirma o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.
    Em fevereiro 287 municípios gaúchos registraram estabilidade ou alta no emprego varejista, enquanto 212 tiveram saldo negativo, com Porto Alegre registrando - 499 vagas. Dos 78 gêneros do comércio varejista no estado, 38 registraram aumento ou estabilidade do número de postos de trabalho em fevereiro, diante de 40 segmentos em queda.
    Na comparação com meses anteriores, observou-se um fluxo natural de redução de postos de trabalho, causados, principalmente, pelo fim da temporada de veraneio nas praias. Em fevereiro o varejo gaúcho apresentou uma redução de 1.389 postos de trabalho. Porém há um outro fator que contribuiu para este indicador, especialmente em Porto Alegre, que é o impacto do elevado custo imobiliário, fortemente encontrado nos shoppings centers, que leva ao fechamento de lojas e dispensa de trabalhadores.
     Ainda que o resultado seja negativo, ficou abaixo do total de trabalhadores dispensados em fevereiro de 2016, quando ocorreram 2.196 demissões. Para o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, a expectativa é que aconteça uma reação da geração de empregos formais no varejo gaúcho nos próximos meses, a partir da retomada do poder de consumo da população e da injeção de recursos oriundos dos saques das contas inativas do FGTS, que poderá trazer um fôlego maior para as vendas, fazendo com que os lojistas busquem novos colaboradores.
 

[Fonte:   Play Press]
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